terça-feira, 9 de novembro de 2010

PARECER DO GRUPO

Através da análise da empresa Bar Gaivota, tivemos a oportunidade de conhecer toda sua dinâmica, história, atuação no mercado. O mais importante a ressaltar é que nos foi propiciado a aplicação da teoria aprendida em aula ao trabalho realizado com esta empresa e isso é de vital importância para a formação dos profissionais que seremos no futuro, atuando em uma empresa familiar ou não. A partir desse trabalho obtivemos um profundo conhecimento de como funciona, na prática, o modelo dos três círculos, assim como a formação de um acordo societário.

Com uma extensa análise empírica, conseguimos atingir um nível mais alto em termos de raciocínio sobre o livro “De geração para Geração” usado como material de apoio durante o planejamento e desenvolvimento deste trabalho. Através do mesmo foi mais fácil compreender a integração familiar e de pessoal que existe por trás de uma empresa para que a mesma consiga atingir um bom desempenho e vários demonstrativos de conflitos que ocorrem durante o decorrer de sua vida, desde a abertura das portas até sua maturidade.

Temos uma certeza cada vez maior de que, para uma organização familiar prosperar, é necessário que todos respeitem suas respectivas posições no modelo dos três círculos, que é o que ocorre hoje no Bar Gaivota . Por ser uma empresa de pequeno porte na qual poucos dos colaboradores não fazem parte da família, torna-se mais fácil a aplicação deste modelo.

Durante todo o trabalho, obtivemos informações diretamente da nossa colega Indiel, futura sucessora do Bar Gaivota. Acompanhamos neste período toda movimentação, crescimento e dificuldades encontradas pela família para a chegada de uma nova temporada de veraneio.

De maneira ampla, ficamos muito satisfeitos com todas as abordagens e tópicos vistos durante este estudo e cremos que serão fundamentais no decorrer de nossas vidas profissionais, tanto como funcionários quanto como possíveis donos de empresas.

O mais interessante no presente trabalho, foi constatar a maneira que o filho do fundador, Índio José, dedicou tantos anos de sua vida para o Bar Gaivota, estando ao lado do pai desde a abertura em 1963, e deixando sua infância em segundo plano para dedicar-se no crescimento e na expansão do empreendimento. Desde então, Índio deixa explícita a vontade de ser o sucessor, tanto que, quando o seu pai resolve vender o Bar Gaivota por estar com uma certa idade e cansado deste segmento, Índio é o primeiro e único filho a impor-se contra a venda do negócio, pedindo assim que seu pai passasse o estabelecimento para seu nome (por motivos diversos da época, o Bar Gaivota foi registrado em nome de Jalva, esposa de Índio), e isso mostra que a passagem do bastão foi feita de forma natural e sem conflitos.

Devemos chamar a atenção para o fato de que todos os filhos dos sócios são questionados quando a vontade de trabalhar na empresa, sendo eles selecionados pela sua idade, preparação acadêmica, bem como por outros requisitos do código societário, algo que consideramos nobre.

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